terça-feira, janeiro 10, 2006

Aqueduto da Amoreira
O ex-libris da cidade e do concelho de Elvas é o Aqueduto da Amoreira




Desde sempre alvo da admiração dos elvenses e visitantes
Ninguem lhe fica indiferente
Simplesmente imponente



A 23 de Junho de 1622 foi inaugurada uma obra iniciada em 1529 que levou água a Elvas, a partir da fonte da Amoreira.
Como escreveu o meu eminente professor de história Dr. Amilcar Morgado: "A inauguração oficial contou com toda a pompa e circunstância, animada com numerosos festejos, desde corridas de touros na praça até jogos a cavalo e danças populares, tudo ao som das charamelas. Começava finalmente uma nova era de progresso para a população da cidade... Com o golpe do primeiro de Dezembro de 1640, a restauração da independência foi uma realidade que viria prolongar e agravar os sacrifícios do povo desta cidade fronteiriça. As necessidades de defesa levaram imediatamente alguns engenheiros militares a pôr a hipótese de derrubar o aqueduto por constituir um obstáculo à construção das novas fortificações segundo o sistema abaluartado, então em voga em toda a Europa. Outros, no entanto, achavam mais prudente não o fazer, pois tal constituiria uma afronta ao sacrificado povo de Elvas num momento em que tanto se iria exigir dele face às guerras que se avizinhavam. Os engenheiros militares, no entanto, à medida que o recinto amuralhado ia avançando e era preciso fechá-lo na zona em que o aqueduto penetrava na cidade, lograram convencer D. João IV de que o seu derrube era inevitável em nome do valor mais alto que era a fortificação. Colocada a questão, para decisão final, a el-rei, este pronunciou-se pelo derrube, embora apenas da parte dos canos que estavam a cortar o passo ao avanço da muralha. Foi o Conde de S. Lourenço, governador da Praça e natural de Elvas, a quem doía tanto a resolução tomada como ao resto da população, que resolveu fazer uma representação a Sua Majestade para o convencer da terrível injustiça que significaria para os elvenses o cumprimento de tal medida. Enquanto se esperava pela resposta e talvez convencido de que seria positiva, ordenou a construção de um enorme depósito para as águas do aqueduto que veio a ficar conhecido pela designação de Cisterna. Chegada, finalmente, a resposta favorável do monarca, a dificuldade resolveu-se com a construção de um cano subterrâneo, através do fosso, ligando o aqueduto à cisterna.

Quando, em Setembro de 1658, D. Luís de Haro pôs cerco à cidade, que preludiou a batalha das linhas de Elvas em 14 de Janeiro do ano seguinte, não ousou tocar no aqueduto, que continuou sempre a fazer chegar a água à cidade. O Aqueduto da Amoreira, edificado ao longo de tantos anos e reforçado durante outros tantos mais, constitui uma obra de assinaláveis proporções que se desenvolve, desde a nascente principal, em galerias subterrâneas na extensão de 1.367 metros (mil trezentos e sessenta e sete), depois ao nível do terreno durante 4.049 metros (quatro mil e quarenta e nove) e finalmente, em arcadas com um percurso de 1.638 metros (mil seiscentos e trinta e oito), até à entrada das muralhas, num total de 7.054 metros (sete mil e cinquenta e quatro)".


7 Comments:

At 6:08 da manhã, Anonymous Anónimo said...

This is very interesting site...
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At 1:21 da tarde, Anonymous Anónimo said...

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At 8:10 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Best regards from NY! »

 
At 12:39 da tarde, Anonymous Anónimo said...

sou brasileiro do local chamado elvas , meu nome e Sidney , estou tentando entrar em contato com alguem de Elavas Portugal para podermos trocarmos ideias sobre os 02 locais.Sidney Gonçalves

 
At 10:38 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Visitei Elvas e fiquei fascinado com os seus monumentos especialmente o forte da graça, no entanto lamento o seu estado de abandono é vegonhoso

 
At 12:08 da manhã, Anonymous Anónimo said...

e uma vergonha a cidade de Elvas estar ao abandono

 
At 12:11 da manhã, Anonymous Anónimo said...

E uma vergonha a cidade de ELVAS esta toda ela ao abandono ,seria uma optima ideia o sr presidente da camara fazer alguma coisa pela cidade

 

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