ELVAS
Elvas - cidade do Norte Alentejo, rainha da fronteira, imortalizada por grandes nomes da Nação merece um futuro pelo menos tão bom como a sua riquíssima história.
quarta-feira, janeiro 18, 2006
sábado, janeiro 14, 2006
O Forte de Nossa Senhora da Graça, do século XVIII, obra-prima da arquitectura militar europeia - tal como o aqueduto, classificada como Património Nacional em 1910, tem o traço do Conde de Lippe Schaumburg e foi iniciado em 1763, por ordem de D. José I, para completar o sistema defensivo de Elvas.Situada a dois quilómetros a norte da cidade, é considerada, de acordo com a DGEMN-Direcção- -Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, "uma das fortalezas abaluartadas mais poderosas existentes no mundo e das mais originais pela sua concepção e implantação".Fortemente marcada pela sua função militar enquanto zona de fronteira, Elvas - cuja origem poderá ser anterior ao período romano - integrou definitivamente o território português em 1229, no reinado de D. Sancho II.
Porta do Dragão
O corpo central da praça apresenta um reduto elevado, de planta circular, com dois pavimentos e parapeito, abrindo canhoneiras para três ordens de baterias em casamatas. Sobre o reduto, como sua lanterna central, uma torre circular com dois pavimentos abobadados: o primeiro constituindo-se em uma capela decorada e o segundo, na Casa do Governador. Abaixo da capela, escavada na rocha viva, uma cisterna constitui-se em uma de suas obras mais notáveis.
Externamente, a estruta é completada por um hornavaque com seu revelim e poterna, e por um fosso seco, largo e profundo.
No século XVII, a posição estratégica do monte da Graça, ocupada por tropas espanholas no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, muito caro custou a Portugal durante o cerco a Elvas
(1658-59). Um século mais tarde, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-63), a cidade sofreu novo sítio (1762). Com esse fato em mente, sob o reinado de D. José (1750-77), tendo o Marquês de Pombal chamado o Marechal Conde de Lippe para reorganizar o Exército português, determinou-lhe traçar planos para a modernização daquela cidade.Os trabalhos do Forte da Graça iniciaram-se em 1763, estendendo-se até ao reinado de Dna. Maria I (1777-1816), que a inaugurou em 1792, com o nome de Forte Conde de Lippe, militar que havia proposto a sua construção.
Resistiu às tropas espanholas durante a chamada Guerra das Laranjas (1801) e, mais tarde, no contexto da Guerra Peninsular, às tropas do general Soult, que a bombardearam (1811), não chegando a tomá-la.
Utilizado no passado como prisão militar, em nossos dias encontra-se conservada em excelente estado.
Vista aérea do Forte da Graça
Em 1762 o governo inglês envia-o a Portugal. Neste ano a Espanha e a França, unidas pelo Pacto de Família, tinham pretendido que Portugal fechasse os seus portos aos navios ingleses, o que foi recusado pelo governo português e teve como consequência a invasão da fronteira do Noroeste por tropas espanholas que tomaram Miranda, Bragança e Chaves. O exército português, abandonado deste a doença de D. João V, não tinha oficiais preparados para a guerra — o fardamento, soldados e armas eram praticamente inexistentes. O conde de Lippe e alguns oficiais
ingleses e alemães tentaram organizar um exército resistente. As rendições precipitadas de muitas praças, o número de desertores e a demora no cumprimento das ordens, de que se teria queixado o ajudante-general Böhm, impressionaram o conde. Este, tomando conhecimento do pequeno valor militar das suas tropas, limitou-se a uma guerra de posições, procurando impedir que o exércio espanhol penetrasse em Portugal.A Espanha, segundo escritores coevos, não se empenhou grandemente nesta luta que só foi activa na América do Sul. Acabada a guerra, o conde de Lippe continuou a tentar organizar o exército português que lhe fora confiado.
Assim, em 1764, realizou uma viagem de inspecção às regiões fronteiriças, mandando reparar as fortificações existentes e ordenando a construção de algumas novas. Dois anos depois regressa ao seu país, não devendo ter recebido o ordenado que fora fixado em 3000 libras anuaus. Tendo proposto a transformação do fortim em Forte. De início foi chamado de Forte de Conde Lippe, depois Forte de Nossa Senhora da Graça em Elvas
Regressa três anos depois e volta a percorrer o país certificando-se do efeito das suas reformas; durante a sua estadia realizaram-se grandes manobras de conjunto de 20 regimentos.
Continuou a lutar pelo melhoramento do exército português, mas o governo do Marquês de Pombal ignorou-o.
Vinte anos após a sua morte, o governo português compra os seus manuscritos referentes à defesa de Portugal; todos, ou a maior parte, foram levados para o Brasil com a invasão francesa em 1807.
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Lippe"
MURALHAS DE ELVAS
Importante construção abaluartada do séc. XVII, obra-prima da arquitectura militar. Tem forma de um polígono irregular com 12 frentes, 7 baluartes e 4 meios-baluartes. Do sistema defensivo da praça de Elvas, fazem parte os fortes de Stª Luzia e da Graça e os fortins de São Pedro, de São Mamede e São Francisco, Elvas.
As Muralhas de Elvas que de uma forma geral se encontram em bom ou razoável estado de conservação, representavam a primeira defesa do território português perante a ameaça castelhana.

Vista area de Elvas, com Muralhas bem visíveis
Património mundial
Elvas avança com processo de classificação Autarquia pretende entregar à UNESCO, em 2007, candidatura das suas fortificações
Num trabalho do Diário de de Noticias e de José Carlos Carvalho
Fortificações foram incluídas em 2004 na lista indicativa, mas Comissão Nacional só propõe um candidato por ano
A Câmara Municipal de Elvas quer concluir em 2007 o dossier para candidatar as suas fortificações a Património Mundial, junto da Comissão Nacional da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).Elvas possui "o maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo, com um perímetro que está a ser definido, mas que é superior a dez quilómetros", afirmou ontem à Lusa Elsa Grilo, vereadora da Cultura daquela cidade e responsável pela candidatura. Acrescentando que foi já constituída a comissão técnico-científica, coordenada por Domingos Bucho, que está a elaborar o dossier a apresentar durante o próximo ano.


quarta-feira, janeiro 11, 2006
Elvas possuía uma das fortificações mais importantes que Portugal tinha para defender o Alentejo, sendo por isso muito apetecida e o objectivo dos nossos vizinhos Espanhóis, que muitas vezes a cercaram e a atacaram sem conseguirem obtê-la á viva força. As mais renhidas lutas, sem contar com as da primeira dinastia, tiveram lugar durante os primeiros tempos do reinado de D. João I, em que se obraram prodígios de valor e no reinado de D. João IV. Elvas Antes da batalha das linhas de Elvas, já tinha sido cercada duas vezes. Em 1653 um exército do Comando do Marquez de Terracusa foi repelido depois de 8 dias de cerco. Mas a mais importante batalha a que Elvas tem ligado o seu nome glorioso, pelas consequências morais e materiais da vitória alcançada pelos Portugueses, foi a das Linhas de Elvas. A 14 de Janeiro de 1659. Havia já perto de
3 meses, desde 22 de Agosto de 1658 que o exército castelhano, comandado pelo primeiro ministro D. Luís de Haro, tinha investido a praça de Elvas, com um exército de 14.000 Infantes e 5.000 Cavaleiros.No entanto, o maior problema estava na peste, que não só dizimava a população, como matava os soldados, havendo dias em que o número de mortos rondava os 300. Devido ao perigo em que a praça se encontrava, o seu governador, D. Sancho Manuel, depois conde de Vila Flor, pediu ajuda militar, e um exército comandado pelo conde de Cantanhede (depois Marquez de Marialva) que de Estremoz voa em socorro da Praça, em 14 de Janeiro de 1659, na memorável Batalha das Linhas de Elvas. O ataque às Linhas de Elvas fez-se pelo sítio conhecido por Murtais, a norte da praça de armas, onde hoje se encontra o Padrão dos Murtais (foto ao lado) que assinala a Batalha das linhas de Elvas.
Consulte "http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_das_Linhas"
terça-feira, janeiro 10, 2006












