quarta-feira, janeiro 18, 2006

PELOURINHO DE ELVAS




Muito bem conservados até aos nossos dias, o Pelourinho de Elvas tem a base assente em pedestal de cinco degraus em forma poligonal, fuste cilíndrico e capitel prismático, a coluna é decorada com semi-esferas, fuste cilíndrico e capitel prismático. Ainda são visíveis os ferros.




sábado, janeiro 14, 2006

FORTE da GRAÇA

O Forte de Nossa Senhora da Graça, do século XVIII, obra-prima da arquitectura militar europeia - tal como o aqueduto, classificada como Património Nacional em 1910, tem o traço do Conde de Lippe Schaumburg e foi iniciado em 1763, por ordem de D. José I, para completar o sistema defensivo de Elvas.Situada a dois quilómetros a norte da cidade, é considerada, de acordo com a DGEMN-Direcção- -Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, "uma das fortalezas abaluartadas mais poderosas existentes no mundo e das mais originais pela sua concepção e implantação".Fortemente marcada pela sua função militar enquanto zona de fronteira, Elvas - cuja origem poderá ser anterior ao período romano - integrou definitivamente o território português em 1229, no reinado de D. Sancho II.


Porta do Dragão


A estrutura, de planta quadrangular com 150 m de lado, é completada por quatro baluartes nos vértices. Quatro revelins cobrem as cortinas, a meio das quais de inserem o portão monumental (Porta do Dragão) e três poternas.
O corpo central da praça apresenta um reduto elevado, de planta circular, com dois pavimentos e parapeito, abrindo canhoneiras para três ordens de baterias em casamatas. Sobre o reduto, como sua lanterna central, uma torre circular com dois pavimentos abobadados: o primeiro constituindo-se em uma capela decorada e o segundo, na Casa do Governador. Abaixo da capela, escavada na rocha viva, uma cisterna constitui-se em uma de suas obras mais notáveis.
Externamente, a estruta é completada por um hornavaque com seu revelim e poterna, e por um fosso seco, largo e profundo.

Vista panorâmica de Elvas a partir do Forte da Graça

No século XVII, a posição estratégica do monte da Graça, ocupada por tropas espanholas no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, muito caro custou a Portugal durante o cerco a Elvas (1658-59). Um século mais tarde, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-63), a cidade sofreu novo sítio (1762). Com esse fato em mente, sob o reinado de D. José (1750-77), tendo o Marquês de Pombal chamado o Marechal Conde de Lippe para reorganizar o Exército português, determinou-lhe traçar planos para a modernização daquela cidade.
Os trabalhos do Forte da Graça iniciaram-se em 1763, estendendo-se até ao reinado de Dna. Maria I (1777-1816), que a inaugurou em 1792, com o nome de Forte Conde de Lippe, militar que havia proposto a sua construção.
Resistiu às tropas espanholas durante a chamada Guerra das Laranjas (1801) e, mais tarde, no contexto da Guerra Peninsular, às tropas do general Soult, que a bombardearam (1811), não chegando a tomá-la.
Utilizado no passado como prisão militar, em nossos dias encontra-se conservada em excelente estado.

Vista aérea do Forte da Graça

Forte da Graça ou de Lippe
Frederico Guilherme Ernesto (Londres, 1724 — 1777) o Conde de Lippe, começou a sua vida militar nas Guardas Inglesas, de onde passou para a Marinha, tomando parte na campanha de 1745 contra os Turcos.
Em 1762 o governo inglês envia-o a Portugal. Neste ano a Espanha e a França, unidas pelo Pacto de Família, tinham pretendido que Portugal fechasse os seus portos aos navios ingleses, o que foi recusado pelo governo português e teve como consequência a invasão da fronteira do Noroeste por tropas espanholas que tomaram Miranda, Bragança e Chaves. O exército português, abandonado deste a doença de D. João V, não tinha oficiais preparados para a guerra — o fardamento, soldados e armas eram praticamente inexistentes. O conde de Lippe e alguns oficiais ingleses e alemães tentaram organizar um exército resistente. As rendições precipitadas de muitas praças, o número de desertores e a demora no cumprimento das ordens, de que se teria queixado o ajudante-general Böhm, impressionaram o conde. Este, tomando conhecimento do pequeno valor militar das suas tropas, limitou-se a uma guerra de posições, procurando impedir que o exércio espanhol penetrasse em Portugal.
A Espanha, segundo escritores coevos, não se empenhou grandemente nesta luta que só foi activa na América do Sul. Acabada a guerra, o conde de Lippe continuou a tentar organizar o exército português que lhe fora confiado.
Assim, em 1764, realizou uma viagem de inspecção às regiões fronteiriças, mandando reparar as fortificações existentes e ordenando a construção de algumas novas. Dois anos depois regressa ao seu país, não devendo ter recebido o ordenado que fora fixado em 3000 libras anuaus. Tendo proposto a transformação do fortim em Forte. De início foi chamado de Forte de Conde Lippe, depois Forte de Nossa Senhora da Graça em Elvas
Regressa três anos depois e volta a percorrer o país certificando-se do efeito das suas reformas; durante a sua estadia realizaram-se grandes manobras de conjunto de 20 regimentos.
Continuou a lutar pelo melhoramento do exército português, mas o governo do Marquês de Pombal ignorou-o.
Vinte anos após a sua morte, o governo português compra os seus manuscritos referentes à defesa de Portugal; todos, ou a maior parte, foram levados para o Brasil com a invasão francesa em 1807.
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Lippe"




MURALHAS DE ELVAS

Importante construção abaluartada do séc. XVII, obra-prima da arquitectura militar. Tem forma de um polígono irregular com 12 frentes, 7 baluartes e 4 meios-baluartes. Do sistema defensivo da praça de Elvas, fazem parte os fortes de Stª Luzia e da Graça e os fortins de São Pedro, de São Mamede e São Francisco, Elvas.

As Muralhas de Elvas que de uma forma geral se encontram em bom ou razoável estado de conservação, representavam a primeira defesa do território português perante a ameaça castelhana.

Vista area de Elvas, com Muralhas bem visíveis


Património mundial

Elvas avança com processo de classificação Autarquia pretende entregar à UNESCO, em 2007, candidatura das suas fortificações


Num trabalho do Diário de de Noticias e de José Carlos Carvalho
Fortificações foram incluídas em 2004 na lista indicativa, mas Comissão Nacional só propõe um candidato por ano
A Câmara Municipal de Elvas quer concluir em 2007 o dossier para candidatar as suas fortificações a Património Mundial, junto da Comissão Nacional da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).Elvas possui "o maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo, com um perímetro que está a ser definido, mas que é superior a dez quilómetros", afirmou ontem à Lusa Elsa Grilo, vereadora da Cultura daquela cidade e responsável pela candidatura. Acrescentando que foi já constituída a comissão técnico-científica, coordenada por Domingos Bucho, que está a elaborar o dossier a apresentar durante o próximo ano.

quarta-feira, janeiro 11, 2006


O dia de Elvas é o 14 de Janeiro, feriado Municipal

Elvas possuía uma das fortificações mais importantes que Portugal tinha para defender o Alentejo, sendo por isso muito apetecida e o objectivo dos nossos vizinhos Espanhóis, que muitas vezes a cercaram e a atacaram sem conseguirem obtê-la á viva força. As mais renhidas lutas, sem contar com as da primeira dinastia, tiveram lugar durante os primeiros tempos do reinado de D. João I, em que se obraram prodígios de valor e no reinado de D. João IV. Elvas Antes da batalha das linhas de Elvas, já tinha sido cercada duas vezes. Em 1653 um exército do Comando do Marquez de Terracusa foi repelido depois de 8 dias de cerco.
Mas a mais importante batalha a que Elvas tem ligado o seu nome glorioso, pelas consequências morais e materiais da vitória alcançada pelos Portugueses, foi a das Linhas de Elvas. A 14 de Janeiro de 1659. Havia já perto de 3 meses, desde 22 de Agosto de 1658 que o exército castelhano, comandado pelo primeiro ministro D. Luís de Haro, tinha investido a praça de Elvas, com um exército de 14.000 Infantes e 5.000 Cavaleiros.
No entanto, o maior problema estava na peste, que não só dizimava a população, como matava os soldados, havendo dias em que o número de mortos rondava os 300. Devido ao perigo em que a praça se encontrava, o seu governador, D. Sancho Manuel, depois conde de Vila Flor, pediu ajuda militar, e um exército comandado pelo conde de Cantanhede (depois Marquez de Marialva) que de Estremoz voa em socorro da Praça, em 14 de Janeiro de 1659, na memorável Batalha das Linhas de Elvas. O ataque às Linhas de Elvas fez-se pelo sítio conhecido por Murtais, a norte da praça de armas, onde hoje se encontra o Padrão dos Murtais (foto ao lado) que assinala a Batalha das linhas de Elvas.
Consulte "
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_das_Linhas"

terça-feira, janeiro 10, 2006

Aqueduto da Amoreira
O ex-libris da cidade e do concelho de Elvas é o Aqueduto da Amoreira




Desde sempre alvo da admiração dos elvenses e visitantes
Ninguem lhe fica indiferente
Simplesmente imponente



A 23 de Junho de 1622 foi inaugurada uma obra iniciada em 1529 que levou água a Elvas, a partir da fonte da Amoreira.
Como escreveu o meu eminente professor de história Dr. Amilcar Morgado: "A inauguração oficial contou com toda a pompa e circunstância, animada com numerosos festejos, desde corridas de touros na praça até jogos a cavalo e danças populares, tudo ao som das charamelas. Começava finalmente uma nova era de progresso para a população da cidade... Com o golpe do primeiro de Dezembro de 1640, a restauração da independência foi uma realidade que viria prolongar e agravar os sacrifícios do povo desta cidade fronteiriça. As necessidades de defesa levaram imediatamente alguns engenheiros militares a pôr a hipótese de derrubar o aqueduto por constituir um obstáculo à construção das novas fortificações segundo o sistema abaluartado, então em voga em toda a Europa. Outros, no entanto, achavam mais prudente não o fazer, pois tal constituiria uma afronta ao sacrificado povo de Elvas num momento em que tanto se iria exigir dele face às guerras que se avizinhavam. Os engenheiros militares, no entanto, à medida que o recinto amuralhado ia avançando e era preciso fechá-lo na zona em que o aqueduto penetrava na cidade, lograram convencer D. João IV de que o seu derrube era inevitável em nome do valor mais alto que era a fortificação. Colocada a questão, para decisão final, a el-rei, este pronunciou-se pelo derrube, embora apenas da parte dos canos que estavam a cortar o passo ao avanço da muralha. Foi o Conde de S. Lourenço, governador da Praça e natural de Elvas, a quem doía tanto a resolução tomada como ao resto da população, que resolveu fazer uma representação a Sua Majestade para o convencer da terrível injustiça que significaria para os elvenses o cumprimento de tal medida. Enquanto se esperava pela resposta e talvez convencido de que seria positiva, ordenou a construção de um enorme depósito para as águas do aqueduto que veio a ficar conhecido pela designação de Cisterna. Chegada, finalmente, a resposta favorável do monarca, a dificuldade resolveu-se com a construção de um cano subterrâneo, através do fosso, ligando o aqueduto à cisterna.

Quando, em Setembro de 1658, D. Luís de Haro pôs cerco à cidade, que preludiou a batalha das linhas de Elvas em 14 de Janeiro do ano seguinte, não ousou tocar no aqueduto, que continuou sempre a fazer chegar a água à cidade. O Aqueduto da Amoreira, edificado ao longo de tantos anos e reforçado durante outros tantos mais, constitui uma obra de assinaláveis proporções que se desenvolve, desde a nascente principal, em galerias subterrâneas na extensão de 1.367 metros (mil trezentos e sessenta e sete), depois ao nível do terreno durante 4.049 metros (quatro mil e quarenta e nove) e finalmente, em arcadas com um percurso de 1.638 metros (mil seiscentos e trinta e oito), até à entrada das muralhas, num total de 7.054 metros (sete mil e cinquenta e quatro)".